Investigação conclui que bebê morto em Prado foi agredido pelos pais.


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A polícia sustenta tese de homicídio no caso Pedrinho, criança que chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas do Prado. O fato ocorreu na noite do último dia 29 de outubro. A estratégia da polícia, desde o início das investigações, foi no confronto das informações prestadas pelos pais.

A reviravolta no caso da morte de Pedro Silva Carneiro (09 meses) começou com a prisão de Jorge Mendes Carneiro e Erisângela Santos Silva [pais da criança], por força de um mandado de prisão temporária expedido pelo juiz criminal da comarca do Prado, Dr. Leonardo Coelho.

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O inquérito policial aponta os pais da criança como autores das causas que levaram o pequeno Pedrinho à morte. Segundo o delegado de polícia, Dr. Júlio César Telles, que conduz as investigações, a tese de homicídio doloso se baseia em dados colhidos na exumação do corpo, com a reprodução simulada (reconstituição), na perícia da caminhonete (Toyota/Hilux) e no local onde a família esteve na Praia da Paixão, região litorânea do município do Prado.

O CASO – No dia dos fatos, os pais do bebê contaram que a criança tinha se soltado da cadeirinha, destravado a tranca da porta da caminhonete e aberto a porta, durante o trajeto que faziam entre a Praia da Paixão e a cidade do Prado, na estrada litorânea pradense. Aos poucos, a morte deixou de ser considerada acidente para ser investigada como crime.

O delegado de polícia, Dr. Júlio Telles, levantou a tese de a versão dos pais não se sustentar, destacando que a criança não tinha sinais de queda, não tinha arranhões e nem e tinha vestígios de areia no corpo.

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A caminhonete foi submetida à perícia e continua apreendida. Os pais do bebê continuam detidos. O delegado afirmou que vai concluir o inquérito e remeter à justiça pedindo a prisão preventiva do casal, depois de apurar na exumação do corpo que a criança tinha sinais de duas agressões – uma na mandíbula e outra nos dentinhos que estavam nascendo.

“Após a primeira agressão, a mãe pode ter segurado o filho no colo, é o que afirma a perícia ao localizar secreção do nariz e do estômago, em posição correspondente com a altura da criança, se estivesse no colo de quem estava no banco carona, neste caso, a mãe. Outro ponto de destaque é que o bebê tinha fraturas nos ossos (temporal, occipital e parietal)”, afirmou.